
Quinta-feira, Dezembro 17, 2009
Amote...

Segunda-feira, Agosto 24, 2009
Por um fio...

Segunda-feira, Agosto 17, 2009
"Nódoas negras sentimentais"

S.M.
Quinta-feira, Julho 30, 2009
5. Perspectiva bidireccional
Hoje beijámo-nos... Aliás, acho que fui eu que o beijei a ele... Pelo menos fui eu quem deu o primeiro passo. Não sei como vai ser amanhã... Nem sequer sei ao certo se ele ainda anda com a tal Rute. Nunca mais falámos disso. Mas não deve gostar muito dela. Isso ajuda a que não me sinta tão culpada...
S.M.
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- Vou acabar com a Rute, Kapa...
- Agora? Tens a certeza, meu?
- Tenho. Já o devia ter feito há mais tempo, faltaram-me tomates para o fazer... Já sabes como eu sou...
- Andas com a Sílvia?
- Não sei... Ontem beijámo-nos. Aliás, ela beijou-me. Acho que foi o empurrão que precisava para acabar com a Rute. Acabaram-se as dúvidas.
- Tu é que sabes, meu...
- Pode não dar em nada com a Sílvia, mas a verdade é que já não faz qualquer sentido eu continuar com ela... Cada vez me convenço mais que foi um erro andar com ela...
- Porquê? Não venhas com essas cenas! Tu gostavas dela meu.
- Pois gostava, Kapa. Mas acho que só deixei que ela se aproximasse de mim para ver se esquecia a Andreia. E depois, até era bastante cómodo andar com a Rute. É uma miúda fixe, não me exigia muito, mas também não dava muito de si... Acho que nunca nos percebems muito bem um ao outro. Ela nunca me entendeu e nunca fiz grande esforço para que isso acontecesse... Mas, não a culpo, não tem nada a ver!
- Então, mas gostas mesmo da tal Sílvia?
- Não sei muito bem... Acho que sim. Ainda estou a tentar perceber o que sinto por ela e a tentar percebê-la...
- Acho que estás apanhado, meu!
- Sei lá, Kapa... A Sílvia é diferente de todas as miúdas com quem já me envolvi... Há qualquer coisa nela que me desconcerta... É o tipo de miúda que aprentemente não me diz nada, mas assim que a conheci... Ela fez-me olhar para as minhas convicções e verdades de uma outra forma. Aparentemente nem temos muito em comum... Até hoje não percebo por que raio fiquei a olhar para ela naquele dia... E depois, tê-la encontrado naquele bar... Tu sabes que não acredito nessas merdas, mas não deixa de ser estranho... É como se ela me visse de uma forma diferente das outras pessoas. Não estou habituado a que me deixem desarmado, e ainda não lido bem com isso...
- É melhor falares com a Rute... É melhor para os dois... Se já não gostas dela...
- Sim, falo com ela hoje. Acho que ela fica bem, é isso que me deixa mais tranquilo...
Terça-feira, Julho 28, 2009
Em cada sorriso silencioso...

Terça-feira, Junho 30, 2009
4 - Nova perspectiva

Nunca aconteceu nada, nunca nos beijámos. Já houve alturas em que trocámos olhares tão cúmplices que quase aconteceu, quando ele me abraça, mas nunca nenhum de nós deu o primeiro passo. E também nunca falámos do quase acidente. Tenho a certeza que ambos sabemos que ficámos a olhar um para o outro daquela forma, mas nunca falámos sobe o assunto. Pergunto-me porque razão terá ele olhado para mim daquela maneira... Eu tenho uma desculpa, vocês são parecidíssimos, mas e ele? Qual será a desculpa dele? Eu não faço nada o género dele, acredita!
Quarta-feira, Junho 24, 2009
Afinal não é bem como eu pensava...
- Dá pra trocar?- Não. Foi a senhora que escolheu...
- Então queria apresentar uma reclamação. Isto não é bem o que me pareceu inicialmente...
Quarta-feira, Junho 03, 2009
Quase, quase perfeito...

Quarta-feira, Novembro 12, 2008
Espera por mim...

Contámos os anos, os meses, as semanas, os dias e as horas... contámos a tua idade. Em tantos anos de vida, quatro anos são tão poucos... E preparámo-nos para ficar sem ti, e despedimo-nos de ti. Magoou na mesma... não queria que tivesses ido...
Talvez o verdadeiro sentido da nossa existência seja a morte... Talvez a morte seja o único sentido da nossa existência...
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Quinta-feira, Setembro 11, 2008
XXII.X.MMV

Saía de lá com medo dele… Não o medo que se sente quando somos crianças e temos medo do escuro. O medo que se sente quando se desconhece o que vem a seguir. O tempo foi passando. Continuei a evitá-lo. Um dia entrei e olhei-o nos olhos, sem medo… admiti que ele estava lá… tinha voltado… No início… era tudo tão mágico! Todos os dias voltava à espera de o encontrar. E lá estava ele, todos os dias, a sorrir-me de longe, a fitar-me à distância. Saía de lá com um sincero sorriso nos lábios. O dia a seguir voltava. E ele lá estava. Devia ter desconfiado daquele olhar… Voltava porque sabia que o encontrava. Saía de lá radiante, tudo parecia tão perfeito… Depois, encontrava-te por aí, e nessas alturas sabia cá dentro que o Amor estaria à minha espera essa noite. Encontrava-te… Sorria… Sabia que a culpa daquele sorriso estúpido esculpido no meu rosto era dele e não tua… Era ele que tinha o poder de me fazer sorrir apenas por te olhar…
Um dia entrei, sentei-me ao seu lado. Podia sentir o seu amargo perfume (não cheirava a nuvens, como eu julgava), pude fugazmente vislumbrar o negro inebriante das suas recônditas asas sob aquele aspecto tão humano. Encarei-o. Abri um daqueles sorrisos inocentes, como todos os sorrisos apaixonados, e disse-lhe: “Ele é o sol que me doira os cabelos, o orvalho das manhãs de nevoeiro, é a água salgada que me queima a pele, o algodão doce que me cola os lábios… É a nódoa de gelado na minha blusa, o cheiro tépido da chuva na terra molhada, é a criança de olhar cândido que encontro na rua. Ele é o cheiro do chocolate quente junto à lareira, a gota de água que me arrepia, é a borboleta lilás que me pousa na mão… É o floco de neve que morre na ponta dos meus dedos, a maçã verde que trinco, o pequeno pássaro que alegre saltita à minha frente, a bola de sabão que desaparece na ponta do meu nariz. Ele está em cada poema que escrevo, em cada música que me faz chorar, em cada pedaço de mim, em cada pedra da calçada…Obrigada.”
Levantei-me e saí. Ele continuou a sorrir-me. Devia ter desconfiado daquele sorriso… Continuei a vê-lo. Ainda o vejo. Nunca mais o procurei encostado ao balcão. Mas continuo a encontrá-lo todos os dias, em todo o lado. Continuo a esbarrar-me com ele inesperadamente no dobrar de cada esquina. Tento mesmo fugir dele, mas, ainda que de asas recolhidas, rapidamente alcança a minha reles condição de humana. Acho que os deuses invejam de tal forma as lágrimas humanas, que deixam o Amor rasgar o etéreo véu do Olimpo para nos mostrar o seu verdadeiro significado…